domingo, 30 de outubro de 2016

Before the Flood - Leonardo DiCaprio em defesa do ambiente já on line



Produzido por Leonardo DiCaprio, o novo documentário NGC 'Before the Flood' aborda as alterações climáticas e as soluções para combater as ameaças ao nosso planeta.

Barack Obama, Elon Musk e o Papa Francisco irão conversar com o ator, conheça as respostas.

A questão que se coloca é se será tarde demais?

Leonardo Dicaprio viajou pelo mundo desde a Gronelândia à Indonésia para nos mostrar o que as alterações climáticas estão a causar por todo o mundo , existindo cada vez mais animais em vias de extinção
Imagem National Geographic Channel

Estreia hoje 30 de Outubro no National Geographic Channel às 22h30 e já está disponível on line na página do facebook aqui




terça-feira, 14 de junho de 2016

A Mãe é Green Entrevista Rita Faleiro


Nome: Rita Faleiro
Idade: 31
Formação/Profissão: Professora
Filho: Pedro, 3,5 anos



1.Qual é o tipo de alimentação que praticas e há quanto tempo?

Neste momento sou ovo-lacto-vegetariana. Comecei a minha caminhada há 2 anos e meio, no primeiro Verão de vida do meu filho. Dei-lhe um pouco de seitan, que por acaso tinha feito, e verifiquei que ele gostava. Entretanto tinha começado a fazer dieta e a carne começou a cair-me mal, sentia-me pesada e enfartada quando a comia; assim, comecei por só comer perú e frango e, ao ver que o meu filho comia bem comida vegetariana, ganhei a força necessária para eliminar a carne. No entanto, continuei com peixe porque não comecei este caminho pelos animais, como a maior parte dos vegetarianos. À medida que o tempo foi passando, comecei a não conseguir desassociar a comida que tinha em cima do prato do animal que em tempos tinha sido. Cada vez me fazia mais confusão comer peixe, comecei a evitar mas não conseguia eliminar. Só o eliminei definitivamente em 2015, ao fazer um plano crudívoro de um mês. Foi o “empurrão” que precisei. Durante algum tempo consegui eliminar igualmente lacticínios e ovos; porém, com a vida profissional que levo, é-me impossível de momento seguir esse regime. Assim, neste momento, tenho uma alimentação sem carne nem peixe mas ocasionalmente consumo ovos e lacticínios (estes últimos muito mais raramente que os ovos).

2.Porque é para ti importante uma alimentação vegetariana?

Para mim, uma alimentação vegetariana tornou-se importante por me ter apercebido de quanto sofrimento e crueldade eram causados aos animais para nos podermos alimentar. Não me faz sentido neste momento continuar a contribuir para isso. Sei que sou só uma, e que não é por mim que os animais vão deixar de ser mortos, mas tal como eu existem cada vez mais pessoas e pode ser que um dia as coisas mudem. Há tantos alimentos livres de crueldade, por que razão teremos de matar para nos alimentarmos? Na minha cabeça, deixou de fazer sentido. Junto a isso as questões de saúde, pois como já referi comecei a sentir-me muito melhor ao alimentar-me de maneira diferente. Atenção, não digo que deixei de gostar de carne ou de peixe. Ocasionalmente ainda me apetece um peixe grelhado – afinal, foram quase 30 anos a comer de tudo. Porém, é uma opção minha não o fazer.

Pizza com base de couve-flor e queijo vegetal

3.O facto de teres filhos mudou alguma coisa na tua alimentação? Toda a família tem a mesma alimentação?

Sim, posso dizer que o facto de me ter tornado mãe em 2012 foi o verdadeiro início da minha mudança alimentar. De repente tinha um ser pequenino nas minhas mãos, que dependia de mim para tudo, e isso começou a fazer-me olhar para os outros seres também como seres que tinham mãe, pai, filhos. O amor que eu sinto pelo meu filho de certeza não é maior que o amor que as mães de outras espécies sentem pelos seus! Assim, e aliando a isso o facto de ter começado a não me cair bem a carne, ao verificar que o meu filho gostava de comida vegetariana, tive a força necessária para mudar. Lembro-me até da frase que disse ao vê-lo deliciado comer um pouco de seitan “Gostas, filho? Então pronto! Vamos começar a comer assim!”.
Em casa, sou a única vegetariana. O meu marido não é, embora coma 90% vegetariano. Cada vez compra menos carne em nossa casa, e peixe também. Relativamente ao nosso filho, como nós lhe introduzimos a carne e peixe (são dois pais a decidir, não apenas eu), optámos por não retirar. Privilegiamos em nossa casa uma alimentação vegetariana (e em minha casa, vegan mesmo, pois eu não cozinho já com alimentos de origem animal, apenas os consumo fora de casa), mas fora de casa o nosso filho come tudo. Por uma questão de igualdade, porém, combinámos também que próximos filhos serão educados como vegetarianos. Mentiria se eu dissesse que não me faz confusão ver o meu filho comer carne. Faz. Mas também sei que ele gosta de carne porque nós a introduzimos, e acho que é muito pequenino para o fazer sofrer ao retirar. Vou esperar que com o tempo ele perceba que nós não comemos, e que futuros irmãos não vão comer. Creio que não vai ser difícil – ele adora comida vegetariana e muitas vezes se tiver carne à frente mas me vir comer um hambúrguer vegetal, vem pedir o meu “tofu” (para ele, é tudo “tofu”...).

4.Sentes algum preconceito quando dizes que és vegetariana ou que praticas uma alimentação saudável?

Já senti mais. Sim, há sempre quem ache que os vegetarianos só comem alface, ou que são grilos, mas até nem posso dizer que sinta muitos preconceitos. Creio que cada vez mais há pessoas que se informam e que começam a optar por esta alimentação “alternativa”, pelo que os preconceitos começam a diminuir. Se calhar sou eu que tenho sorte, mas a verdade é que não sinto grandes preconceitos pelos que me rodeiam. Sinto mais preconceitos no que diz respeito, por exemplo, ao não querer dar açúcar ao meu filho (e ele come pouco açúcar, mas mesmo assim mais do que eu gostaria), do que por dizer que sou vegetariana. Sim, existem sempre as perguntas “então o que é que comes”, mas nem as entendo numa perspectiva de gozo, entendo mesmo como dúvidas de quem não sabe que é possível alimentar-se de maneira diferente.

Sopa de abóbora com nata vegetal e sementes de abóbora

5. No teu café tens cliente que pedem opções vegetarianas?

Quando eu e o meu marido decidimos arriscar e mudar de vida, e pensámos abrir este café, a Sinfonia 25, já eu era vegetariana. Assim, e sabendo que tínhamos que ter algo que nos diferenciasse dos outros cafés que nos rodeiam, decidimos apostar num conceito diferente a todos os níveis – inclusivamente nas ofertas alimentares para os nossos clientes. Por essa razão, sempre quisemos incluir ofertas vegetarianas. Somos um café “misto”. De início, não tínhamos muitas pessoas a pedir as opções vegetarianas. Mas com o passar do tempo, há cada vez mais clientes que nos pedem os galões com leite vegetal, os batidos de fruta com leite vegetal, os folhados de espinafres, ou mesmo as tostas vegetarianas, feitas com um “queijo” à base de tofu, com levedura de cerveja e polvilho azedo, e com espinafres, ananás, abacate... Oferecemos ainda uma salada vegetariana, cheia de vida e cor, e que cada vez tem mais adeptos.
As opções vegetarianas no nosso café são como diz o Fernando Pessoa... “Primeiro estranha-se.... depois entranha-se.”

6. Visto que costumas viajar consegues encontrar comida facilmente fora de casa?

Depende. Eu como muito em centros comerciais, devido à minha vida profissional. Aí, é fácil encontrar comida vegetariana – vou sempre a uma casa de saladas que tem uma salada vegetariana. Há duas semanas, dizia-me a rapariga que eu sou a única cliente que a pede. Além disso, se se for a um Joshua Shoarma ou a um Burger Ranch, há opções vegetarianas – mas e de saudável o que têm?
Onde sinto mais dificuldade é nos restaurantes “normais”. Muitos só têm na lista carne ou peixe, e por vezes nem uma omelete aceitam fazer. Assim, quando isso acontece, acabo por pedir um prato com arroz, salada e batata.

7.Quais os 5 ingredientes essenciais que tens de ter sempre em casa?
Não sobrevivo em casa sem:
  1. Arroz integral
  2. Leguminosas (grão, feijão, lentilhas, etc) 
  3. Legumes frescos (trago muito da horta dos meus pais)
  4. Farinha integral/de milho/de grão
  5. Tofu ou seitan

8. Que sugestão de receitas nos podes dar que toda a gente adora?
Pequeno-almoço: Aprendi, com o blog “Green aos 30”, uma receita deliciosa de overnight oats: coloco a fruta, a aveia, a chia e o leite vegetal. Delicioso, rápido de preparar, e dá para aguentar a manhã toda até à hora de almoço.
Almoço/Jantar: Há uma receita que nunca me falha: um belo salteado de legumes, em óleo de côco, temperados com várias especiarias (uso sempre pimenta, cravinho, cominhos, cardamomo, gengibre...), e a acompanhar tofu marinado em sumo de laranja, e grelhado também em óleo de côco e no final juntar umas sementes de sésamo. Acompanho ainda com uma salada de verdes (agrião, canónigos, alface) e cebola, cenoura ralada e sementes. Não falha.
Snack/Lanche: Por norma, como fruta, ou um sumo natural de vegetais ou, quando o resto falha, um iogurte de soja.

Tofu em óleo de côco com sementes de sésamo, acompanhado de batata cerejada e legumes com molho caseiro (leite vegetal, condimentos, engrossado com goma guar)

terça-feira, 7 de junho de 2016

A Mãe é Green Entrevista com Bárbara Manero Marques


 

Nome: Bárbara Manero Marques

Idade: 32

Formação/Profissão: Fotógrafa na empresa P&B Fotografia / blogger / dona de casa

Filho: Guilherme



1.Qual é o tipo de alimentação que praticas e há quanto tempo?

Ora bem, não como carne há mais de 12 anos. Na altura deixei de comer por questões de saúde. Mas continuei com o peixe que deixei há cerca de 3 meses. Há 12 anos atrás não me preocupava com a exploração animal, nem com questões de sustentabilidade. Assunto que atualmente interfere muito nas minhas escolhas alimentares. Ainda sem coragem de ser vegan algumas das minhas escolhas alimentares já vão ao encontro desse estilo de vida. 

2. Porque é para ti importante uma alimentação vegetariana?

É importante por vários motivos. Além da saúde, é importante porque o planeta terra está saturado. Ao ser vegetariana sinto que estou a contribuir por um mundo melhor para as próximas gerações. Ver seres vivos a serem separados das crias à nascença é a meu ver inconcebível. Não devia ser permitido tratar os animais dessa forma. 

3.O facto de teres filhos mudou alguma coisa na tua alimentação? Toda a família tem a mesma alimentação?

Mudou por completo. Antes dele iniciar a alimentação, eu simplesmente não comia carne. Comia legumes. Mas comia muito açúcar. Doces. Bolos. De há dois anos para cá reaprendi a comer. A fazer substituições maravilhosas. Bolos vegan, sem açúcar. Aprendi bastante com uma amiga a Bia, e com alguns blogs, “Universo dos alimentos”, “Patricia is cooking”, “Na cadeira da papa”. São alguns exemplos por onde começar. O meu marido tem também uma preocupação e interesse pela alimentação e, não sendo vegetariano, acompanha-nos sempre nos nossos pratos.  


4. Na tua página SonhosAzuis & Brancos partilhas um pouco do teu modo de vida relativamente a educação, alimentação, etc, o que te levou a criá-la?

O que me motivou a criar a página foi o nascimento do Gui. Um filho é uma escola. Passo 24h por dia com ele. Aprendo todos os dias mais. Gosto de partilhar as coisas boas, o que vivemos para incentivar outros pais a praticarem a DP (disciplina positiva). Dar dicas de alimentação saudável. Sinto que a partilhar fico a ganhar ainda mais. Recebo mensagens de algumas mães e essa troca é gratificante.  

5. Sabemos como a fruta e legumes são importantes e que muitas mães dizem que os seus filhos os rejeitam. Costumas partilhar várias fotografias com o teu filho a comê-los, tens algum segredo?

O meu único “segredo” é oferecer opções saudáveis desde sempre. E não ter opções com açúcares. Para quem está com um filho em casa é mais simples. Um dia mais tarde quando o colocar na escola vou ter de fazer uma ginástica muito maior para manter esta alimentação. É preciso também dar-lhes tempo, por exemplo eu ofereci durante mais de 6 meses pepino ao meu filho e ele nunca quis, outro dia pediu e comeu. E agora já come. Obrigar uma criança a comer algo que não quer é colocar o alimento na sua lista negra. O meu filho não come sopa. Não gosta. E eu ofereço–lhe sopa todos os dias. Um dia ainda comeu uma colher. Mas não quer. Eu só tenho de respeitar e esperar se algum dia ele quiser comer, come. Enquanto isso come legumes à mão ou em hambúrgueres e em sumos/batidos. 


 6.Sentes algum preconceito quando dizes que és vegetariana ou que praticas uma alimentação saudável?

Já senti mais. Como já deixei a carne há 12 anos passei a minha adolescência a ouvir “ isso já passa”, “ é uma fase”, não foi, felizmente. As pessoas falam muito do que é diferente muito por desconhecimento. Quando vou a festas a comida vegetariana é sempre a primeira a acabar porque as pessoas sentem curiosidade e provam. As pessoas acham piada quando vêem o meu filho a comer cenoura e pepino ou comer uma maça aos pedaços. Para mim é o natural. Sei que um dia ele vai comer “porcarias” mas quanto mais tarde melhor. Portanto enquanto pudermos vamos evitar. 

7.Quais os 5 ingredientes essenciais que tens de ter sempre em casa?

Neste momento…
Farinha de alfarroba, côco, tâmaras, legumes/frutas, aveia.

Comida do Gui para fora de casa


8. Que sugestão de receitas nos podes dar que toda a gente adora?

Pequeno-almoço:
Papas de aveia com canela. Faço com água ou leite vegetal de arroz. 

Almoço/Jantar:
Hambúrguer de legumes, arroz integral, cenoura aos palitos e pepino às rodelas.
Massa com legumes e cogumelos frescos salteados.
Lentilhas salteadas em cebola acompanhado de arroz integral. 

Snack/Lanche:
Panquecas aveia com farinha de alfarroba e banana
Tapioca  
Gelado de banana e açai
Cereais Puff e fruta. 


Hambúrgueres de grão e legumes


terça-feira, 31 de maio de 2016

A Mãe é Green Entrevista com Inês Serpa


Nome: Inês Filipa Serpa Reis

Idade: 25 anos

Formação/Profissão: Licenciada em Audiovisual e Multimédia

Filha:  uma menina linda de 12 meses



1.Qual é o tipo de alimentação que praticas e há quanto tempo?
Sou vegana há 4 anos. No entanto deixei de comer carne aos 16 e peixe aos 18.

2.Toda a família tem a mesma alimentação?
Sim, com a excepção do companheiro que fora de casa tem uma alimentação convencional.

3.Porque é para ti importante uma alimentação vegetariana?
Tudo: o não compactuar com a exploração animal, o praticar escolhas mais sustentáveis para este nosso planeta já tão fragilizado, e o facto de, se estivermos bem informados, conseguirmos opções mais saudáveis e ricas que na alimentação convencional. Não há nada melhor que vivermos de acordo com o que acreditamos.



4.Tendo em conta que tens uma pequenina que iniciou há pouco tempo a diversificação alimentar podes-nos contar como correu?
Ui, foi uma aventura! É sempre uma aventura, é certo, mas como fizemos a introdução da AC pelo método BLW, e como mãe de primeira viagem, as inseguranças eram muitas. Não pela alimentação vegetariana em si, mas pela questão das quantidades. Ela iniciou com 6,5m com courgette, cenoura e batata-doce cozidos a vapor e tofu. Por volta dos 8,5m já comia da nossa comida. Hoje, com 12m, e como todas as crianças, tem dias de comer muito e outros menos. Mas uma bela feijoada vegetariana é sempre sucesso garantido! 

5.Sentes algum preconceito quando dizes que és vegetariana ou que praticas uma alimentação saudável?
Hmm… Acho que sim. As pessoas à minha volta já se habituaram à ideia e já não dizem nada, mas tenho plena noção do que pensam. Obviamente que isso é o que menos importa. Em relação à gravidez e à minha filha, houve algum zumzum inicial. Mas por um lado temos médicos que apoiam e por outro ela sempre aumentou bem de peso, sempre foi muito desenvolvida (começou a gatinhar com 5m!) e até hoje esteve apenas com tosse uma vez e durou dois dias (sem ser necessário recorrer a medicação). Por isso acho que perceberam que é possível, sim, crescer saudável com este tipo de alimentação.


6.Quais os 5 ingredientes essenciais que tens de ter sempre em casa?
Bem, a base para ter uma refeição equilibrada: fonte proteica (Tofu/Seitan/Leguminosas), cereais integrais e legumes.
Depois outras coisas que gosto de ter sempre são alfarroba, alho, fruta variada e flocos de aveia.

7. Que sugestão de receitas nos podes dar que toda a gente adora?
Pequeno-almoço:
Batido: leite vegetal, flocos de aveia, banana, alfarroba/morangos e sementes de chia/linhaça triturada
Almoço/Jantar:
Pizza caseira: Base integral (farinha integral, azeite, agua, fermento e sal), polpa de tomate, cogumelos, tofu esmigalhado, pimentos, frutos secos, ananás, um fio de natas vegetais e de azeite, orégãos e uma pitada de sal
Snack/Lanche:
As bolinhas saciantes da Patrícia is cooking: tâmaras, cacau/alfarroba e côco/avelã